quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Teoria da propulsão "hyperdrive" pode ser testada no LHC em breve

A dispendiosa propulsão a foguetes, usada até hoje na exploração do espaço pelo homem, só permite pequenos saltos a corpos celestes próximos. Mas um “efeito colateral” da teoria da relatividade de Einstein pode permitir o que antes era considerado ficção: a propulsão por partículas subatômicas.

Em 1924, o matemático alemão David Hilbert publicou um artigo chamado “The Foundations of Physics” (“Os Fundamentos da Física”, em português) onde esboçava um extraordinário efeito colateral da teoria da relatividade de Einstein.

Hilbert estudava a interação entre uma partícula relativista que se movia na direção ou para longe de uma massa estacionária. A conclusão foi a de que, quando a partícula alcançava uma velocidade maior do que a metade da velocidade da luz, a massa a repelia.

“É um resultado interessante que acabou sendo um pouco esquecido”, diz Franklin Felber, um físico independente dos Estados Unidos. Ele afirma que o efeito igual e oposto também deve ser encarado como verdadeiro: uma partícula relativista deve repelir uma massa estacionária, como traz a página de ciências do site Slashdot.

Felber propõe um motor de propulsão de hipervelocidade que tem como base o efeito repulsivo das partículas sobre massas estacionárias. Um efeito análogo na física clássica seria a colisão elástica entre um corpo em movimento de grande massa e um corpo estacionário muito mais leve. Nessa colisão, a massa menor é repelida com cerca de duas vezes a velocidade da massa maior. Felber afirma que este efeito pode ser explorado também usando partículas, o que poderia levar uma massa inicialmente estacionária (no caso, uma nave espacial) a uma aceleração tal que alcançaria uma boa fração da velocidade da luz.

O físico ainda prevê que esta velocidade pode ser alcançada em um veículo espacial sem que seja gerado stress que possa danificá-lo ou a seus ocupantes. O teste para comprovar sua teoria poderia ser feito no acelerador de partículas mais poderoso do mundo, o LHC, na Suíça.

O site Technology Review explica que quando ligado e funcionando, o Large Hadron Collider (LHC), aceleraria as suas partículas até o tipo de energia que gera forças repulsivas. Seria bastante simples colocar uma massa teste próxima à beam line e medir as forças de repulsão, enquanto as partículas a atravessam. Um único teste pode ser suficiente para deve confirmar a teoria ou negá-la completamente.

A força repulsiva prevista por Felber em tal teste será pequena, mas poderá ser detectada com um teste de massa ressonante. E já que o experimento não interfere no assunto principal do LHC (colisão de partículas), eles podem ser realizados em conjunto.

Caso sua teoria seja comprovada, os cientistas estarão mais perto de poder explorar o espaço em viagens no estilo dos grandes filmes de ficção, como Star Trek.

O PDF com o estudo de Franklin Felber pode ser encontrado no site Arxiv.org.

Fonte: www.geek.com.br

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